Querosene

Com suas ruas tranquilas, o Morro do Querosene é espaço de convivência e palco de muitas manifestações culturais e artísticas: festas de bumba-meu-boi, rodas de capoeira, orquestra de berimbaus, samba-de-roda, tambor de crioula, cacuriás, blocos de percussão, dança afro, muros pintados, naif, cerâmicas, bonecos, teatro, poesia, cinema, vídeo-documentário, música, jardinagem e culinária. Manifestações que tiveram a contribuiçao de maranhenses, pernambucanos, baianos e de pessoas de outros cantos do Brasil que ali encontraram solo fértil para resistir, fortalecer a identidade brasileira, a auto-estima, o respeito mútuo e a reverência aos mestres que desenvolvem seus laboratórios e transmitem seus conhecimentos aos mais novos.

No mapa, Morro do Querosene não existe, o que existe é a Vila Pirajussara, já em 1756 reconhecida como importante pousada dos bandeirantes, depois parada obrigatória dos tropeiros e outros viajantes que se utilizavam das nascentes e faziam do local abrigo, momento histórico que traz características e elementos caros para a formação da cidade de São Paulo. A gleba da “Chacara da Fonte” é remanescente desta história.

Quando os portugueses chegaram em São Vicente já encontraram uma trilha que subia a Serra do Mar, atravessava a Vila Piratininga, a Vila Pirajussara, e ia em direção a Sorocaba onde se encontrava com outras duas importantes trilhas: uma que ia para Iguape-Cananéia, outra que ia para Botucatu, Assumpção do Paraguai e daí, até os Andes. Também as trilhas que passavam por Santo Amaro e por M´Boi Mirim chegavam aqui, na Vila Pirajussara. Esta rede ou malha de trilhas ficou conhecida como PEABIRU.

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